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| Demografia do Brasil |
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As razões para uma diminuição do crescimento demográfico relacionam-se com a urbanização e industrialização e com incentivos à redução da natalidade (como a promoção de anticoncepcionais). Embora a taxa de mortalidade no país tenha caído bastante desde a década de 1940, o aumento da taxa de natalidade foi ainda menor. A pirâmide etária brasileira apresenta, como nos demais países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, larga base e estreito cume. A população jovem (até 19 anos) constitui mais de um terço do total. Somada a uma pequena população de idosos (menos de um décimo), esse contingente constitui a população economicamente inactiva, que precisa ser mantida pela população economicamente activa. Distribuição populacional
O IBGE classifica a rede urbana brasileira numa hierarquia de acordo com o tamanho e importância das cidades. As categorias de cidades mais importantes são:
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Eles eram 5 milhões em 1500 |
Estudos arqueológicos recentes estabelecem a chegada dos primeiros habitantes do Brasil à Bahia e ao Piauí entre 20 mil e 40 mil anos atrás.
É impossível saber com certeza quantos índios habitavam o país quando Pedro Álvares Cabral aportou no sul da Bahia.
Extermínio
O extermínio da população indígena é atribuído a vários motivos, como a escravidão promovida pelos portugueses, epidemias, deslocamentos, confinamentos e, mais recentemente, conflitos com fazendeiros e garimpeiros e até suicídios.
Calcula-se que ainda hoje existam cerca de 800 índios que optaram por viver em áreas de difícil acesso, sem contacto com a civilização.
Brancos
Os brancos compõem 53,7 por cento da população brasileira, somando cerca de 96 milhões de indivíduos. Estão espalhados por todo o território brasileiro, embora a maior concentração esteja no Sul e Sudeste do Brasil. Consideram-se brancos todos os descendentes de europeus e de outros povos de cor branca.
Em Schroeder e muitas outras cidades de Santa Catarina, muitos descendentes de alemães preservam os costumes dos antepassados
Até 1800, cerca de um milhão de europeus imigraram para o Brasil. O boom da imigração ocorreu nos séculos XIX e XX, quando entraram quase seis milhões de europeus no Brasil. Hoje, os brancos formam o maior grupo étnico do país, sendo formado ao longo de cinco séculos de imigração proveniente da Europa. Até à metade do século XIX, a população branca do Brasil era basicamente de origem portuguesa porém, entre o final do século XIX e início do século XX, pessoas de diversos outros países europeus imigraram para o País. Actualmente, os brancos brasileiros são descendentes de uma grande diversidade de povos, que inclui principalmente povos Latinos (portugueses, italianos, espanhóis), Germânicos (alemães) e Eslavos (polacos, ucranianos), entre outros. Além dos europeus, há também os descendentes de imigrantes árabes de cor branca (libaneses e sírios).
Embora os brancos sejam a maioria da população brasileira, estudos genéticos mostraram alto grau de miscigenação nesses brasileiros, pois muitos possuem alguma ascendência indígena e/ou africana, o que comprova que no Brasil não há raças definidas.
Negros

Negro do Brasil
Os negros declarados compõem 6,2 por cento da população brasileira, somando cerca de 11 milhões de indivíduos. Estão espalhados por todo o território brasileiro, embora a maior concentração esteja no Nordeste. Consideram-se negros todos os descendentes dos povos africanos trazidos para o Brasil e que têm a pele negra.
A escravidão no Brasil durou cerca de 350 anos e trouxe para o país aproximadamente três milhões de negros. Milhões de brasileiros são descendentes de africanos, mas apenas um número muito reduzido que forja a real população negra do Brasil, se considera negro. O factor principal é o preconceito a que o afro-brasileiro foi submetido durante séculos, e que se reflecte ainda nos dias de hoje. Porém, nos últimos anos tem-se observado uma maior visibilidade do negro brasileiro e da sua cultura, contribuindo assim para o aumento do orgulho negro no país.
Pardos
Os pardos compõem 38,5 por cento da população brasileira, somando cerca de 70 milhões de indivíduos e estão espalhados por todo o território brasileiro. Consideram-se pardos todos os descendentes de mistura de raças no Brasil e que têm a pele parda.
Embora o IBGE considere os pardos brasileiros como sendo automaticamente afro-descendentes ou mulatos, fruto da mistura do branco com o negro, há uma grande discussão em torno disso, pois muitos são fruto da mistura de branco com índio (caboclo ou mameluco), de índio com negro (cafuzo) ou de outras tantas misturas raciais que abundam no Brasil. Todavia, devido ao preconceito, muitos negros brasileiros classificam-se como pardos, o que faz com que muitas vezes pardos e negros sejam considerados o mesmo grupo étnico.
Amarelos

Uma mulher
nipo-brasileira
Os amarelos compõem 0,5 por cento da população brasileira, somando cerca de um milhão de indivíduos. Estão concentrados maioritariamente em dois estados brasileiros: São Paulo e Paraná. Consideram-se amarelos, todos os descendentes de povos asiáticos.
A grande maioria dos amarelos brasileiros é descendente de japoneses que imigraram para o Brasil entre 1908 e 1960, devido a problemas económicos. O Brasil abriga hoje a maior comunidade japonesa fora do Japão. Outros grupos amarelos menores são os chineses e coreanos.
Etnias por Regiões Brasileiras
Na região Sul do Brasil predomina o elemento europeu - a começar pelos colonizadores açorianos no século XVIII, acrescidos por grandes levas de imigrantes alemães, italianos e eslavos durante o século XIX e XX.
Na região Sudeste do Brasil também predomina o elemento europeu - iniciado por portugueses e mais tarde vieram os italianos, os espanhóis e os alemães nos séculos XIX e XX. Vale a pena lembrar que os elementos africano e indígena também se fizeram presentes e no Estado de São Paulo o elemento oriental, composto sobretudo por japoneses e árabes, foi significativo.
Na região Nordeste do Brasil, predominam os elementos africano e europeu (portugueses), tendo ainda a contribuição indígena.
Na região Norte do Brasil prepondera o elemento indígena, acrescendo-se o branco e o negro.
Migrações internas
Cerca de um terço dos brasileiros não vive onde nasceu. As migrações internas respondem por boa parte desse terço e classificam-se basicamente em duas categorias: deslocamento do campo para a cidade (êxodo rural) - causado pela falta de oportunidades de trabalho e serviços no campo e pela concentração fundiária - e migrações regionais, das quais os exemplos mais importantes foram:
- O ciclo da mineração, em Minas Gerais, nos meados do século XVIII, que provocou um deslocamento da população do litoral para o interior do país;
- O fluxo de escravos do Nordeste para as plantações de café de São Paulo e do Rio de Janeiro, em fins do século XIX;
- O ciclo da borracha, na Amazónia, em fins do século XIX para o início do século XX, que atraiu muitas pessoas, especialmente do Nordeste;
- A construção de Brasília, que deslocou mão-de-obra principalmente do Norte e Nordeste;
- O desenvolvimento industrial, dos anos 50 em diante, na região Sudeste (principalmente São Paulo e Rio de Janeiro), que deslocou principalmente nordestinos.
Recentemente as migrações regionais mais importantes ainda são a de nordestinos para as regiões Sudeste e Sul, em busca de trabalho nos sectores industrial, comercial e de serviços; ocorre, também, no Centro-Oeste e Norte, um fluxo de famílias ligadas ao meio rural, vindas principalmente da região Sul, graças à expansão da fronteira agrícola.
Raça e cor segundo o IBGE
O critério usado pelo IBGE para essa classificação é a auto-declaração, o que gera distorções na estatística, pois há um forte preconceito contra o negro no país, que geralmente se declara "pardo". Este termo, utilizado pelo IBGE, na prática acaba por englobar todos os que se consideram mestiços, sem distinções, por exemplo, entre miscigenados afro-europeus ("mulatos") e os euro-indígenas ("caboclos e mamelucos"). Isto tem gerado controvérsia, uma vez que muitos defensores da política de cotas raciais consideram todos os "pardos" como afro-descendentes.
Deficiência
Mais de 24 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência. Cerca de 16,5 milhões possuem deficiência visual, 8 milhões possuem deficiências de locomoção, 5,5 milhões possuem deficiência auditiva, e quase 3 milhões possuem alguma deficiência mental. Há grande carência de obras adaptadas ao deficiente no Brasil e não há nenhuma campanha específica nacional para resolver esse problema.
Língua
O português é a língua oficial e é falado pela população. O espanhol é entendido, em diversos graus, pela maioria das pessoas. O inglês é parte do currículo das escolas públicas e particulares, e o espanhol passou a fazer parte do currículo escolar nos últimos anos; o inglês é entendido e usado por poucas pessoas, especialmente nos centros comerciais e financeiros.
Cerca de 180 idiomas e dialetos dos povos indígenas são falados nas tribos, embora esse número esteja em declínio.
O português é a língua materna de 98 por cento dos brasileiros, embora haja um expressivo número de falantes de línguas imigrantes, principalmente o alemão, falado em zonas rurais do Brasil meridional, sendo o dialecto Hunsrückisch* o mais usado por cerca de 1,5 milhão de pessoas. O italiano é bem difundido por alguns descendentes de imigrantes que ainda não adoptaram o português como língua materna em zonas vinícolas do Rio Grande do Sul, sendo o dialecto Talian** o mais usado. Outras línguas faladas por importantes minorias são o japonês e outros idiomas emigrantes.
O Brasil possui aproximadamente 15 por cento de analfabetos.
*O Hunsrückisch ou Riograndenser Hunsrückisch (hunsriqueano riograndense) é um dialeto alemão falado na região do Hunsrück no sudoeste da Alemanha e nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no Brasil. De mencionar que existem vários dialetos similares em regiões vizinhas na Alemanha, do Mosel ao Franco-renâno.
**O Talian (ou dialecto vêneto rio-grandense) é uma variante da Língua vêneta (língua do norte da Itália) falada sobretudo na região das Serras gaúchas, no estado do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil.
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